Associação De Terapia Familiar De Goiás

A ATFAGO é uma Associação Regional da ABRATEF, Associação Brasileira de Terapia Familiar, que tem por objetivo fortalecer a categoria dos Terapeutas de Família e fortalecer os vínculos familiares, seja na clínica ou em outros espaços por meio de Rodas de Conversa, Palestras, Oficinas, etc.
A terapia familiar pode ser uma excelente alternativa para famílias que estão passando por momentos de conflitos e desarmonia. Nesse contexto, a família pode ser vista tanto em sua estrutura nuclear — pai, mãe e filhos — quanto em sua estrutura estendida, incluindo assim avós, primos, genros, noras, etc. A terapia familiar é uma terapia realizada em grupo de modo a construir e desenvolver o diálogo entre os membros familiares e assim auxiliar na resolução de problemas e na conquista de relações respeitosas, harmoniosas e saudáveis. Conflitos de geração, uso de drogas, alcoolismo, discordâncias em relação à criação dos filhos, quadros de depressão, bulimia, anorexia e diversos outros podem levar a família a procurar a ajuda do terapeuta. De qualquer forma, esses problemas são vistos apenas como reflexos ou consequências de relações familiares desarmoniosas, sendo essas relações o principal foco da terapia.

Entre os principais objetivos da terapia familiar estão:

• promover o autoconhecimento em nível individual e familiar;
• compreender a importância do diálogo e do respeito ao outro;
• reconhecer os padrões que geram os comportamentos;
• melhorar a comunicação e as relações entre os membros da família;
• compreender o papel de cada indivíduo no bom funcionamento da dinâmica familiar;
• aumentar a responsabilidade pessoal;
• favorecer mudanças construtivas de forma a harmonizar o ambiente familiar.

Como todo tratamento terapêutico, a terapia familiar também possui diversas escolas e técnicas que podem direcionar a ação do terapeuta. A mais comum é a escola sistêmica, seguida pelas escolas transgeracional, estrutural e estratégica.
A escola sistêmica vê as relações familiares como um sistema de interações no qual a família é tida como mais do que a soma de suas partes e os problemas são consequências de falhas nessas interações e não erros individuais.
A escola transgeracional busca no passado os padrões repetitivos e disfuncionais que provocam as relações conflituosas no presente. Assim, há um foco grande na estrutura de toda a família e na compreensão de como cada relação se dá nesse contexto.
A escola estrutural busca alterar as posições de cada elemento da família de modo a promover reflexões e mudanças na experiência diária. Já a escola estratégica tem uma abordagem mais prática e mais limitada a um problema específico na dinâmica familiar, buscando identificar os padrões de interação que provocam esse conflito.
As sessões costumam durar em média 50 a 60 minutos e ocorrerem mensalmente. No entanto, isso varia de acordo com a avaliação do terapeuta e da família. Todos os membros convidados para a sessão se dispõem em cadeiras, organizadas na forma de um círculo, em um ambiente confortável e iluminado. A decoração do ambiente tende a ser lúdica e conter brinquedos para que as crianças se sintam mais confortáveis.
Ao final da sessão é comum que a família receba tarefas a serem realizadas em casa até a próxima consulta. No início da sessão seguinte, cada membro é convidado a resumir os avanços da terapia até o momento e quais as mudanças já obtidas.
Caso a família ou algum membro específico não tenha interesse em iniciar completamente o processo de terapia, pode-se buscar soluções mais práticas e simples e que muitas vezes são suficientes para resolver o problema.
Uma dessas possibilidades é buscar orientação psicológica, que pode ser feita presencialmente ou online, através de profissionais de qualidade, em sessões mais objetivas, que respondem a dúvidas e aconselham a família sobre sua necessidade imediata.