Oficina de Parentalidade já atendeu mais de 400 pessoas neste ano

Com o objetivo de promover a conscientização e a responsabilidade compartilhada entre pais e mães durante e após o processo de separação ou divórcio, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), realizou mais uma Oficina de Parentalidade nesta segunda-feira (4), no auditório Desembargador José Lenar de Melo Bandeira, sede do Poder Judiciário. O encontro tem a parceria da Associação de Terapia Familiar de Goiás (Atfago) e contou, nesta edição, com 55 participantes, entre presenças online e presencial. Neste ano, a oficina já atendeu mais de 400 pessoas.

Durante as sessões, os participantes são orientados com foco no bem-estar dos filhos, assistem vídeos e interagem com assistência psicológica para fortalecer a importância da coparentalidade. As oficinas são realizadas sempre na primeira segunda-feira do mês, no horário das 8 às 12h, para pais, mães, avós e demais responsáveis, de forma encaminhada ou voluntária, além de estudantes e profissionais das áreas de Direito, Psicologia e afins que colaboram nesta abordagem. 

Segundo a vice-presidente da Atfago, Eliane Pelles, a Oficina de Parentalidade teve um avanço nos últimos meses. “Fico muito feliz em ver os avanços da oficina, em especial, nos últimos meses. Percebe-se que os pais estão participando mais. Tanto o pai, quanto a mãe, querem tratar suas dores e vêm buscando o Judiciário para melhor conviver com seus filhos. É importante observar também que as buscas voluntárias, sem precisar de intermédio do Juizado de Família, também estão mais evidentes. Isso revela o quanto as oficinas têm alcançado seu objetivo maior que é trazer a conscientização de pais exercendo o efetivo exercício da parentalidade depois de uma separação, mas buscando também esse dever, que é de garantir o direito dos filhos a essa convivência”, disse.



O servidor público, L.B., que participou da oficina nesta segunda (4), relatou a importância de estar na oficina dentro da vivência de processo de divórcio que vem enfrentando. “Vim de forma voluntária e entendo essa oficina como algo saudável na vida das famílias que estão separadas, seus ex-companheiros. Há uma necessidade evidente de exercer a coparentalidade. A relação de muitos pais com os filhos tem mudado. Eu quero fazer parte da convivência com meu filho e por isso estou buscando ferramentas para compreender papéis e entendo a oficina como um movimento saudável e positivo”, revelou. 

Já a perita J.C., que veio como participante e voluntária, buscou ampliar seus conhecimentos na oficina. “É preciso entender que está todo mundo em sofrimento: pais, avós, crianças. Enfim, entender que mesmo chegando com as melhores técnicas, preciso ter sensibilidade de ver o lado humano. Entender que ali tem um bebê, uma criança, um adolescente, um avô ou alguém que será privado de alguma coisa. Então, é uma responsabilidade que traz consequências. O cuidado e a humanidade empregados nesses conflitos podem gerar efeitos que podem ser positivos ou negativos”, reforçou ela ao trazer a importância da humanização na solução de conflitos familiares. (Texto: Karineia Cruz/ Fotos: Edmundo Marques – Centro de Comunicação Social do TJGO)

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